No passado dia 20 de Outubro, simulámos o Raio de calor que fez com que Arquimedes contra-atacasse a armada romana (ver texto Um pouco de História e de Ciência)
A nossa experiência teve várias etapas:
1. Começámos por construir um barco em papel de jornal,
2. De seguida juntámos os vários espelhos côncavos e concentrámos os seus focos num só ponto (esta foi a etapa mais difícil, uma fez que os espelhos eram de uso doméstico);
3. Por fim, colocámos o nosso barco exatamente no foco e aguardamos.
Não conseguimos fazer chama, mas o papel queimou e sem dúvida sentimos o cheiro caraterístico de uma combustão.
Não foi imediato, mas para fazer ciência a persistência é sempre uma boa aliada.
Estudantes de engenharia de várias universidades e até os famosos caçadores de mitos tentaram recriar este episódio. Também nós, nas Descobertas, decidimos tentar fazê-lo...
A nossa experiência teve como principais participantes os alunos Miguel Lobato, Miguel Fernandes e Beatriz Clara, que não desistiram enquanto não viram fumo!
(Carregue na imagem abaixo para ver o vídeo).
Um pouco de História e de Ciência
Segundo a lenda, o rei Hierão de Siracusa tinha uma preocupação constante quanto à proteção da sua cidade em relação às ameaças de invasão por parte do poderoso exército e marinha romanos. Resolveu, então, contratar o inventor, físico, matemático, filósofo e engenheiro Arquimedes para projetar e construir dispositivos de guerra para contra-atacar os romanos. Para isso, inventou várias armas de guerra, incluindo catapultas, a terrível Mão de Ferro, um Canhão a Vapor e aquilo que ficou conhecido como o Raio da Morte ou Raio de Calor. Segundo a história, este último era constituído por um conjunto de espelhos côncavos, com o intuito de concentrar os raios do sol e atear fogo nos barcos romanos.
Ao longo da história, vários historiadores e cientistas divergiram quanto à viabilidade do episódio do incêndio dos navios com os meios de que ele dispunha na época, no entanto, outros afirmaram que teria sido possível.





